codigo-do-trabalho-legislacao

Com o argumento de que o mundo do trabalho mudou radicalmente, Vieira da Silva acabou por protagonizar uma das reformas legislativas mais aplaudidas pela direita.

Em virtude das inúmeras alterações, nomeadamente pela concentração num só diploma do Código do Trabalho e da Regulamentação enunciamos algumas das alterações.

Horário concentrado

O período normal de trabalho diário pode ser aumento até  4 horas diárias.

Período experimental de trabalho

É alargado de 90 para 180 dias para a generalidade dos trabalhadores, mas a renúncia do contrato após 120 dias do período experimental fica sujeita a um aviso prévio de 15 dias.

Se as entidades empregadoras não respeitarem o aviso terão de pagar aos trabalhadores a retribuição correspondente ao número de dias de aviso em falta.

Alterações à regra relativa à presunção de existência de contrato de trabalho

Presume-se que existe um contrato de trabalho, desde que o trabalhador esteja sujeito a, pelo menos, uma das seguintes situações: integração na empresa, remuneração fixa, sujeição a hierarquia ou cumprimento de horário.

Alteração das regras nos contratos a termo

Limitação a 3 anos da duração do contrato de trabalho a termo certo; limitação da duração do contrato a termo incerto a 6 anos;

Limitação da admissibilidade de contratação a termo, no caso de abertura de novos estabelecimentos, aos pertencentes a empresas com menos de 750 trabalhadores.

Licença parental exclusiva da mãe

A mãe pode gozar até 30 dias da licença parental inicial antes do parto. A trabalhadora que pretenda gozar parte da licença antes do parto deve informar desse propósito o empregador e apresentar atestado médico que indique a data previsível do parto, prestando essa informação com a antecedência de 10 dias ou, em caso de urgência comprovada pelo médico, logo que possível.

Licença parental exclusiva do pai

É obrigatório o gozo pelo pai de uma licença parental de 10 dias úteis (5 dias úteis no regime ainda em vigor), seguidos ou interpolados, nos 30 dias seguintes ao nascimento do filho, 5 dos quais gozados de modo consecutivo imediatamente a seguir ao nascimento.

Contrato de trabalho de muito curta duração

Contrato de trabalho em actividade sazonal agrícola ou para realização de evento turístico de duração não superior a uma semana. Este contrato não está sujeito a forma escrita, devendo o empregador comunicar a sua celebração ao serviço competente da Segurança Social, mediante formulário electrónico que contém a identificação, assinaturas e domicílio ou sede das partes, a actividade do trabalhador e correspondente retribuição, a data de início do trabalho, bem como o local de trabalho.

Em caso de violação destas regras, o contrato considera-se celebrado pelo prazo de 6 meses, contando-se neste prazo a duração de contratos anteriores de muito curta duração.

Processo de despedimento

Está previsto que a entidade patronal continue a ter de fundamentar as causas e a enviar uma nota de culpa ao trabalhador, mas durante o processo disciplinar só ouve as testemunhas indicadas pelo trabalhador se quiser (salvo trabalhadoras grávidas ou trabalhadores em licença parental);

Os erros processuais deixam de ser relevantes, desde que se prove a justa causa do despedimento, e não obrigam à reintegração do trabalhador;

É reduzido o prazo para o trabalhador impugnar a decisão de despedimento, passando de 1 ano para 60 dias;

O trabalhador que se considere injustamente despedido apenas terá de apresentar um requerimento ao juiz a contestar o despedimento para que este decida depois notificar o empregador, que deverá fazer prova da justa causa, só tendo o trabalhador de se defender.

Alteração das taxas contributivas para a Segurança Social

Nos contratos a termo, agravamento da taxa em 3%, a cargo das entidades empregadoras;

Nos contratos sem termo, redução da taxa em 1%, a cargo das entidades empregadoras;

Sujeição das empresas utilizadoras de trabalhadores abrangidos pelo regime de trabalho independente (recibos verdes) ao pagamento de uma parcela de 5% da taxa contributiva..

Efetue o download do novo código do trabalho 2009 (Completo e em Formato .PDF)

49 COMENTÁRIOS

  1. boa tarde tive numa empresa que tinha um contrato a termo certo de 6 meses o contrato era renovavel acabou no dia 1-11-2015 depois fiquei doente e tive de baixa 20 dias no dia 31 -11 recebi os papeis para o desemprego e sem carta de despedimento gostaria de saber quais os meus direitos e se posso fazer queixa contra a entidade patronal no tribunal de trabalho

  2. Boas estou a trabalhar a 3 meses e ainda não assinei nem vi contratos isto quer dizer que estou efectivo é que recebo recibos de ordenado. . .

  3. Boa tarde !
    Recentemente fui despedido e nao tinha contrato de trabalho e recebia em dinheiro estive lá 2 meses, o que posso fazer nesta situaçao ?

    Obrigado

  4. Boa tarde, trabalhei durante 5 anos numa empresa entretanto mudei-me para uma outra empresa porque me davam melhores condições, só que as coisas complicaram-se e ao dim de um mês o patrão despedi-me. Será que tenho direito ao subsidio de desemprego? este patrão tem de me passar o formulário a requerer o subsidio de desemprego caso tenha direito?

    Agradeço alguma resposta, muito obrigado.

  5. boa tarde venho por este E-mail fazer-lhe a seguinte pergunta:tem como o estudante ter direito a  seu gozo de ferias junto com as ferias da universidade?isto é direito dele?

  6. estou numa empresa ha tres anos no dia 21 a entidade patronal comunicou-me que ia despedir-me ele ainda nao me entregou a carta de despedimento tenho ferias para tirar ainda e horas extra que fiz gostaria de saber os meus direitos.

  7. Boa tarde,venho por este meio vos perguntar o seguite:assinei o 1º contrato a 1 de Março de 2011 a termo certo de 7 meses (01-03-2011/30-09-2011),assinei o 2º contrato 01 de Outubro de 2011 a termo certo de 5 meses (01-10-2011/29-02-2012),este último renovou-se (sozinho) pelo mesmo período de tempo,terminando agora no dia 31-07-2012,acontece que foram 3 contratos na mesma empresa com as mesmas cláusulas excepto o período de tempo,pergunto se depois de 3 contratos não teria de passar a efectivo,é que me disseram que o contrato se renovou mais uma vez por mais 5 meses,pergunto se podem fazer isto,uma vez que entrou em vigor o novo código de trabalho este mês.Obrigada pela atenção.Carla

  8. Bom dia, trabalho numa empresa desde 12/10/2011 com contrato assinado sem termo (ou seja, efectiva), ontem recebi uma carta registada onde cessavam um contrato . Na carta vem referido que assinei um contrato a termo e no dia 12/02/2011, nessa mesma data ainda trabalhada em outra empresa. Sei que este depedimento é ilicito e já estou a preparar contestação no entanto estou apreensiva em relação ao seguinte: poderão ainda enviar-me outra carta a substituir esta?? poderão eles enviar agora uma nota de culpa?? serei obrigada a regressar ao posto de trabalho se não me sentir psicologicamente bem por todos estes factos?? Agradeço desde já alguma resposta.

DEIXE UMA RESPOSTA