escaloes irs 2013

Por vezes é complicado entender o método de cálculo dos impostos, saiba a melhor forma de fazer as contas para o aumento de IRS em 2013 para o seu caso.

Dentro de cada escalão de rendimento, as taxas de IRS são também progressivas, ou seja, os contribuintes não pagam a taxa de imposto máxima sobre a totalidade do seu rendimento. O rendimento é «desmontado» em camadas, como uma cebola, e cada camada paga uma taxa.

Peguemos no exemplo de alguém que ganha 35 mil euros brutos anuais. Este indivíduo inclui-se no terceiro escalão de rendimento (dos 20 mil aos 40 mil euros), a que corresponde a taxa de 37%.

Mas este contribuinte apenas vai pagar esta taxa sobre 15 mil euros (os que vão dos 20 mil euros, que é o limite mínimo do escalão, aos 35 mil euros que são o seu rendimento).

Os primeiros 7 mil euros do seu rendimento são taxados a 14,5% (a taxa do primeiro escalão) e os outros 13 mil euros (diferença entre os 7 mil e os 20 mil) vão pagar uma taxa de 28,5%.

.

Assim, dos 35 mil euros, temos que:

Até 7 mil pagam 14,5%;
Dos 7 mil euros aos 20 mil euros (13 mil euros) pagam 28,5%;
Dos 20 mil aos 35 mil euros (15 mil euros) pagam 37%.

Isto quer dizer que a taxa a pagar não será de 37% mas mais baixa.

Mesmo dentro de cada escalão, existem várias taxas de imposto e, quanto mais próximo do teto do escalão estiver o rendimento, maior será a taxa de imposto a pagar.

.

Sobretaxa de 4% ainda acresce

Recorde-se ainda que, além do aumento de impostos decorrente do reescalonamento do IRS, os portugueses vão ainda ser sujeitos a uma sobretaxa de 4%, que vai também incidir sobre o rendimento todos os meses.

O escalão mais elevado de rendimento fica ainda sujeito a uma taxa de solidariedade de 2,5%.

Recorde-se que o ministro das finanças tinha já admitido que o reescalonamento do IRS implicaria um aumento médio de dois pontos percentuais na taxa efetiva de imposto a pagar pelos portugueses.

Estas novas taxas aplicam-se aos rendimentos de 2013, que serão declarados na primavera de 2014, mas o Governo deverá proceder já no início do ano que vem a uma atualização das tabelas de retenção na fonte, para ajustar as retenções às novas taxas, pelo que os portugueses vão sentir a diferença nos vencimentos logo no fim do mês de janeiro.

Os trabalhadores independentes também vão pagar mais IRS e as deduções e benefícios terão novos tetos.

FONTE – Agenciafinanceira.iol.pt

DEIXE UMA RESPOSTA